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Escrita sensível é tema de oficina promovida pelo GEPMAT

Na última terça-feira (20/04), docentes do Centro Universitário de Pato Branco (UNIDEP) participaram da oficina “Por uma escrita sensível”, quando a professora Juliane Varaschin falou sobre os processos da escrita a partir da sensibilidade e das experiências que adquirimos no mundo. O momento foi promovido pelo Núcleo de Apoio Pedagógico e Experiência Docente (NAPED), por meio do Grupo de Estudos e Pesquisas em Metodologias Ativas (GEPMAT).

Juliane leciona no curso de Psicologia do UNIDEP. Ela destacou que a oficina foi elaborada a partir de um recorte sobre escrita sensível, considerando o diálogo entre dois autores: a brasileira Ana Godoy e o português Jorge Ramos do Ó. “Especialmente com Ana Godoy, compreendemos que ler e escrever já estão na brincadeira. Na infância, a criança vai selecionando e captando o mundo com os olhos. Ela vê coisas do mundo, as coleta e organiza. Essa já é uma forma de ler e escrever no mundo”, disse a professora.

Segundo ela, quando o mundo diz que não podemos mais brincar porque nos tornamos adultos, iniciam as dificuldades do processo de escrita. “Passamos a ter dificuldade até mesmo de selecionar o que vem do mundo, pois diminuem as invenções. Há, portanto, a necessidade de um corpo disciplinado para ler e escrever. É quando a escrita passa por um processo de engessamento. O que era para ser uma escrita criativa, torna-se reprodutiva, segue normas e padrões, pois diminui a liberdade para criar”, frisou.

A partir de suas provocações, Juliane enalteceu que escrever é deixar nossa marca no mundo e permitiu a reflexão sobre práticas docentes em relação à escrita acadêmica, dentro e fora da sala de aula. “Conseguimos escrever a partir do momento em que nos abrimos às experiências da vida. Logo, para escrever bem, não é necessário ler muito. A escrita diz muito mais respeito sobre o quanto nos deixamos afetar pela vida”, completou.

A coordenadora do NAPED e professora líder do GEPMAT, Elisa Denardi Tessaro, destacou a importância do momento para os docentes participantes. “Ressignificar a prática da leitura e da escrita, de forma mais sensível e conectada com as vivências dos indivíduos, é fundamental para que nossos docentes consigam estimular estas habilidades nos acadêmicos do UNIDEP. A professora Juliane nos trouxe a importância da escrita como forma de diálogo com os autores e com o meio acadêmico, mas não é porque estamos diante de normas e textos científicos que precisamos que a escrita seja meramente técnica. Acreditamos que a aprendizagem ativa traduz de forma libertadora e sensível a construção do conhecimento desenvolvido nas nossas aulas e experiências de ensino”, pontuou.

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Matéria: Profa. Ma. Jozieli Cardenal Suttili / Jornalista MTB 9268 – PR

Coordenadora da Agência Experimental de Comunicação do UNIDEP

Fotos: Alan Winkoski, Agência Experimental de Comunicação do UNIDEP

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