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Professora publica em livro que homenageia mulheres das letras

O livro que literalmente nasceu durante a pandemia do Covid-19, resulta do projeto de extensão “Elas Por Elas”, promovido pelo curso de Letras Português-Inglês, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná - Câmpus Pato Branco (UTFPR-PB)

O projeto de extensão “Elas Por Elas: a presença das mulheres nas Letras e na Educação” nasceu em meio à pandemia do Covid-19, por meio da inquietude de professoras, pesquisadoras, jornalistas e escritoras de Pato Branco e região. A idealizadora do projeto é a coordenadora do curso de Letras Português-Inglês, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná - Câmpus Pato Branco (UTFPR-PB), professora Ma. Rosangela Marquezi. Após quinze noites de encontros virtuais, em que as convidadas apresentaram suas versões afetivas sobre a história de outras mulheres, surgiu a ideia de transformar os relatos em ensaios. Como resultado, em dezembro de 2020 as autoras receberam os primeiros exemplares do livro “Conversaiando com mulheres das letras”. Entre elas, a jornalista e professora do curso de Comunicação Social - Habilitação em Publicidade e Propaganda do UNIDEP, Ma. Jozieli Cardenal, que na obra escreve sobre Maria Beatriz Nascimento.

O livro é resultado da colaboração e organização das professoras do curso de Letras, Ma. Rosangela Marquezi e Ma. Letícia Lemos Gritti, bem como da jornalista-literata e mestra Daiana Pasquim. A obra contou, ainda, com ilustrações do artista Lucas Piaceski. No total, 18 mulheres, de diferentes áreas do conhecimento, assinam os ensaios que compõem a obra. Nela, é possível percorrer a trajetória de nomes como Adélia Prado, Cecília Meireles, Conceição Evaristo, Jane Austen, Maria Valéria Rezende, Virginia Woolf, entre outras. Os textos falam diretamente para outras mulheres que lutam contra os mecanismos de silêncio, desigualdade e objetificação do corpo e alma feminina, destacando suas contribuições para o mundo das Letras e da Educação.

A professora Rosangela destaca que o principal objetivo do projeto foi o de “promover ações que envolvessem a literatura e o poder dessa na ajuda e superação de problemas advindos de um momento de isolamento social.” Em relação às participantes do projeto, ela conta que, em um primeiro momento, convidou “as professoras do Curso de Letras da UTFPR - Câmpus Pato Branco. Na sequência, por afinidades, afetividades, profissionalismo e por terem diálogos que envolvem o feminino, ex-alunas que hoje são colegas de profissão, e, também, mulheres – mesmo que não do meio acadêmico – que têm diálogos efetivos com a escrita feminina”.

Para ela, o projeto Elas Por Elas foi muito além das expectativas iniciais. “Fiquei muito surpresa com o desdobramento do livro, tanto pelo número de participantes quanto pelas conversas e amizades que surgiram a partir dos encontros, o que fortaleceu laços e contribuiu para amenizar a sensação de solidão e isolamento causados pela pandemia. Além disso, a publicação de um livro, reunindo as falas de todas as maravilhosas mulheres que participaram, e que não era ideia primeira, contribuiu para que o projeto fosse bem-sucedido”, pontua.

A professora Jozieli compartilha seus sentimentos em relação ao projeto. “Estar ao lado de mulheres e profissionais tão incríveis, em uma iniciativa que valoriza e resgata a história de tantas outras mulheres, é muito gratificante. Esse tipo de experiência nos mostra que temos um papel social, uma missão voltada à emancipação histórica feminina e à preservação de legados que revelam muito das conquistas e avanços que desfrutamos hoje. Afinal, reverenciar quem veio antes de nós é uma forma de nos fortalecermos no presente”, frisa.

No  livro “Conversaiando com Mulheres das Letras”, Jozieli dedicou sua pesquisa e escrita à vida de Maria Beatriz Nascimento. Para tanto, contou ainda com a validação da filha de Beatriz, a bailarina Bethania Nascimento Freitas Gomes. “Beatriz Nascimento está entre as principais autoras negras brasileiras. Ao longo de sua carreira, seus estudos versaram sobre racismo, feminismo negro e cultura quilombola. Apesar da forte atuação no meio acadêmico como historiadora e escritora, entre as décadas de 1970, 1980 e 1990, sua contribuição ainda precisa ser enaltecida e divulgada, justamente para que sua obra não seja invisibilizada e receba o reconhecimento que tanto merece. Precisamos ler Beatriz Nascimento, cada vez mais”, conclui.

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Matéria: Julia Oldoni, acadêmica do 5º período do curso de Publicidade e Propaganda do UNIDEP

Revisão: Profa. Ma. Jozieli Cardenal Suttili / Jornalista MTB 9268 – PR

Coordenadora da Agência Experimental de Comunicação do UNIDEP

Fotos: Alan Winkoski, fotógrafo do UNIDEP

Contato: [email protected]

 


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