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Medicina tem projeto aprovado no Programa Afycionados por Ciência

Professora Silvana Alberton e a acadêmica Alessandra Cristina de Souza Lorenço Lima foram contempladas com bolsas de estudo para desenvolver a pesquisa “O Impacto da Pandemia de Covid-19 na Saúde Mental dos Profissionais da Atenção Básica do Município de Pato Branco”

O Centro Universitário de Pato Branco (UNIDEP), por meio da Coordenação de Pós-graduação, Pesquisa, Extensão, Inovação e Internacionalização (COPPEXI), mobilizou a participação do curso de Medicina no edital do Programa Afycionados por Ciência, que concede bolsas de estudos para professores e docentes desenvolverem pesquisas no período de 10 meses. Como resultado, dos 142 projetos submetidos entre todas as unidades de ensino da Afya, 19 foram do UNIDEP. Entre os 13 selecionados está o estudo “O Impacto da Pandemia de Covid-19 na Saúde Mental dos Profissionais da Atenção Básica do Município de Pato Branco”, de autoria da professora Silvana Alberton e da acadêmica Alessandra Cristina de Souza Lorenço Lima.

O edital de Bolsas de Pesquisa na Área Médica, vinculado ao Programa Afycionados por Ciência, é uma iniciativa da Diretoria Nacional de Ensino e busca fomentar a realização de atividades de pesquisa nas diversas áreas de atuação médica, voltadas à atenção básica em saúde. Para tanto, nesta edição, concedeu bolsas de estudo no valor de R$ 2 mil para professores e de R$ 1 mil para alunos. “O engajamento dos docentes e discentes do UNIDEP no movimento da pesquisa também evidencia a oferta de formação superior baseada em ensino, pesquisa e extensão. Nesse contexto, o projeto contemplado tem forte potencial extensionista, com foco na realidade social e com condições para contribuir para prevenção do adoecimento ou do agravo das condições de saúde mental dos profissionais da saúde, em especial nesse período de enfrentamento à pandemia do Covid-19”, destaca a coordenadora da COPPEXI, professora Ma. Marielle Sandalovski Santos.

A professora Silvana Alberton conta que o estudo busca identificar se os profissionais das unidades básicas de saúde de Pato Branco, que fazem parte da atenção primária à saúde, estão apresentando sinais de adoecimento mental como a síndrome de Burnout relacionados à pandemia de Covid-19. “Caso nosso resultado confirme isso, iremos medir em qual intensidade este sofrimento/adoecimento está ocorrendo. Temas relacionados a saúde mental nesses tempos de pandemia estão sendo cada vez mais estudados. Isto é um ganho para a área científica, assim como para a melhoria da promoção e prevenção em saúde. Antes da pandemia, as questões de saúde mental dos profissionais de saúde já eram existentes, porém agora todas aquelas emoções/sentimentos estão mais acentuados”, descreve a professora.

Silvana enaltece que o estudo pode contribuir para implementação de melhorias e políticas públicas. “Sabe-se que para mudanças ou implementações de melhorias, é necessário que estudos sejam realizados, de forma séria e ética. É a partir dessas pesquisas, de dados estatísticos, que poderemos alcançar nosso objetivo, e na sequência apresentar à Secretaria Municipal de Saúde, evidências que poderão corroborar com estratégias de saúde mental e prevenção de agravos nos profissionais de saúde”, ressalta 

Para Alessandra Cristina de Souza Lorenço Lima, acadêmica do 8º período do curso de Medicina, desenvolver o estudo sobre o impacto da pandemia na saúde mental dos trabalhadores da atenção básica significa voltar o olhar da academia para aqueles que respondem pela rede de atenção à saúde. “Coube à atenção básica absorver uma parcela importante da demanda causada pela pandemia. Esses profissionais são a verdadeira locomotiva que faz o sistema de saúde brasileiro ser acessível e universal para toda a população. É uma equipe multidisciplinar, composta por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde. Portanto, pessoas que merecem a nossa atenção acerca de sua saúde mental em um momento tão delicado vivenciado pelos trabalhadores da saúde”, destaca.

Alessandra avalia a importância da iniciação científica para a sua formação na área médica. “Essas experiências de pesquisa contribuem para o desenvolvimento de habilidades que serão importantes na minha atuação como médica, pois proporcionam amadurecimento intelectual, refinamento da capacidade crítica e analítica, habilidade de trabalhar em grupo e desenvolver uma abordagem criativa para resolução de problemas. O engajamento em produção científica, especialmente a publicação, também pode ser um diferencial para obter melhor classificação nos processos seletivos de pós-graduação, assim como na residência médica. Ter sido contemplada com a bolsa, ao lado da professora Silvana, representa reconhecimento, responsabilidade, trabalho e progresso”, frisa.

O coordenador do curso de Medicina do UNIDEP, professor Me. Vilson Geraldo de Campos, enaltece o engajamento dos docentes e alunos do curso, que foram responsáveis pela submissão de 19 projetos. “Nós, como Centro Universitário, fomentamos o desenvolvimento de pesquisas em nossa Instituição. Seguindo esse princípio, reforçamos aos nossos alunos a importância da pesquisa e da prática da Medicina baseada em evidências. Esse movimento busca desenvolver um contexto em que a experiência clínica seja associada a uma análise crítica das atitudes médicas com o uso racional da informação científica para melhorar a qualidade da assistência em saúde. Além disso, serve de incentivo para a atualização frequente dos conhecimentos. Como resultado, estamos vivendo um lindo movimento de desenvolvimento da pesquisa em nosso curso”, completa.

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Matéria: Profa. Ma. Jozieli Cardenal Suttili / Jornalista MTB 9268 – PR

Coordenadora da Agência Experimental de Comunicação do UNIDEP

Foto: Alan Winkoski, Agência Experimental de Comunicação do UNIDEP

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