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Professora conclui mestrado sobre educação bilíngue para surdos

Professora Ma. Luciana de Freitas Bica defendeu sua dissertação de mestrado na última segunda-feira, 31 de maio, pelo Programa Profissional em Educação Básica (PPGEB), da Universidade do Alto Vale do Rio do Peixe (UNIARP)

A professora e intérprete de Libras do curso de Medicina do Centro Universitário de Pato Branco (UNIDEP), Luciana de Freitas Bica, defendeu recentemente a sua dissertação de mestrado no Programa Profissional em Educação Básica (PPGEB), da Universidade do Alto Vale do Rio do Peixe (UNIARP). Com o título “Educação bilíngue: formação de professores para surdos da rede municipal de Pato Branco”, a dissertação integrou a linha de pesquisa “Cultura, ensino, saúde e formação docente”, sob orientação da professora Dra. Circe Mara Marques.

Luciana explica que seu estudo versa sobre a formação docente, pensando na alfabetização e letramento de alunos surdos, pois muitos deles chegam no Ensino Médio e na graduação com dificuldades em relação à interpretação de textos. “Então, minha ideia foi propor uma capacitação para professores da rede municipal de Pato Branco, na perspectiva bilíngue, em que o estudante surdo aprende os conteúdos curriculares em sua língua preferencial, ou seja, L1 libras e L2 Português, na modalidade escrita”, conta a professora.

Luciana é graduada em Letras Libras Bacharelado e Licenciatura e agora está finalizando sua terceira graduação na área de Libras, na Unioeste. Possui especializações específicas em educação especial com ênfase em deficiência auditiva e intelectual. Ela também é egressa do curso de Psicologia do UNIDEP. “Ao longo de minha trajetória profissional como intérprete, docente e psicóloga bilíngue fui percebendo a necessidade de aprofundar conhecimentos e construir novos saberes sobre a inclusão de surdos na rede regular de ensino. A criança surda não é apenas “mais uma” a ingressar na escola regular, por isso, precisa ter garantido o seu direito de se desenvolver e aprender”, evidencia.

Segundo ela, a questão que mobilizou sua pesquisa consistiu em saber quais são as demandas dos professores de alunos surdos em seu processo formativo para o desenvolvimento de práticas exitosas de letramento do aluno surdo. “O objetivo foi construir uma proposta de formação continuada de professores para o letramento de alunos surdos em uma perspectiva bilíngue, em consonância com as normativas legais para educação de surdos e com as demandas apontadas pelos professores das escolas públicas de Pato Branco”, explicou.

No UNIDEP, atualmente Luciana leciona no curso de Medicina, é membro do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (NAI), do Grupo de Estudos e Pesquisas em Metodologias Ativas e Aprendizagem (GEPMAT) e do Grupo de Estudos em Desenvolvimento, Aprendizagem e Identidade Docente (GEDAI). É docente orientadora da Liga Acadêmica de Libras e Cultura Surda (LALICS) e do Medlibras, projeto em que acadêmicos de Medicina atendem pessoas surdas no Ambulatório Escola, juntamente com o coordenador do curso de Medicina, professor Vilson Geraldo de Campos. Luciana também é intérprete de Libras no Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos da Secretaria de Educação do Estado do Paraná (CEEBJA). No UNIDEP, já atuou nos cursos de Psicologia, Educação Física e Enfermagem. Também leciona no curso de Medicina, e outros da área da saúde, no Centro Universitário São Lucas de Porto Velho-Afya.

Luciana avalia a importância do mestrado em sua carreira. “Foi uma realização profissional e pessoal, agora pretendo fazer doutorado na área da educação. Sou muito grata ao UNIDEP pela oportunidade de ser docente, pelo acolhimento durante minha trajetória de acadêmica, estagiária, intérprete de Libras e, agora, professora. Agradeço também ao GEPMAT, que me ajudou muito na minha decisão de pesquisa e metodologia que deveria usar. Percebo um movimento muito grande nos cursos da área da saúde voltado à inclusão, então, como minhas formações são nessas áreas, creio que posso contribuir ainda mais atrelando isso às minhas disciplinas”, completou.

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Matéria: Profa. Ma. Jozieli Cardenal Suttili / Jornalista MTB 9268 – PR
Coordenadora da Agência Experimental de Comunicação do UNIDEP
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